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O fim da Advocacia “Romântica”

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Se voltarmos a alguns anos atrás a advocacia brasileira não se vislumbrava adventos como o computador, internet, telefonia móvel e outras coisas da tecnologia que vêm influenciando a vida do homem moderno.Ainda hoje é possível verificar em processos judiciais mais antigos a presença de páginas escritas a mão ou até mesmo a velha e boa máquina de escrever que foi sucesso durante muito tempo entre os advogados. Para que os mais novos possam compreender a era das máquinas de escrever faça uma analogia com o desejo de muitos hoje em ter um Iphone, ou seja, a máquina de escrever era instrumento de cobiça daqueles que atuavam naquele momento histórico.

 

A biblioteca do escritório era considerada patrimônio, isso porque doutrina e jurisprudência das peças processuais, estavam nos livros que compunham essas bibliotecas.A advocacia conhecida como “romântica” acabou ficando no passado, os escritórios com estruturas modestas, advogados que só pensavam o direito, generalistas atuando sozinhos, foram substituídos pela modernidade. Em dias que livros doutrinários são virtuais, arquivos em PDF., jurisprudências são pesquisadas através dos sites dos tribunais e até o envio de petições e distribuição de processos na atualidade, são realizados na forma virtual.

 

Em verdade, hoje temos duas concepções de advocacia: advocacia artesanal, realizada por escritórios menores, corpo de funcionários e advogados enxuto, mas com bons processos, ou seja, processos de grande valor (monetariamente falando), conhecidos também pela alcunha de “boutique”, apesar de não me parecer o nome mais apropriado para serem conhecidos é a forma como são. Minha crítica a esse tipo de nomenclatura se resume a seguinte pergunta: Você conhece uma boutique que não seja muito conhecida? Nem todos os escritórios pequenos, que atendem com estrutura enxuta e tem bons processos são verdadeiras “boutiques”. Implica dizer que a nomenclatura só se presta a escritórios de referência no mercado. O segundo tipo de advocacia é conhecida como empresarial ou advocacia de massa, realizada por grandes estruturas corporativas, normalmente o papel dos sócios que encabeçam a sociedade é de gestores e poucos advogam ou não advogam mais.

 

Desse modo, fica claro concluir que o tipo de advocacia escolhida impacta consecutivamente na forma de organizar seu escritório, captar clientes, estruturar o negócio, escolher o público alvo, dentre outras decisões, que deve tomar um empreendedor jurídico. Os números mostram a necessidade de uma estratégia para alcançar resultados e alavancar um escritório jurídico, isso porque, hoje são mais de 1.000.000,00 (um milhão) de inscrições ativas e mais de 1.200,00 (mil e duzentos) cursos de direito no Brasil. A revista Veja trouxe em fevereiro de 2016 o curso de Direito como o mais procurado em um ranking com os 10 cursos superiores mais desejados do Brasil, no mesmo ano e mês, o top 10 do Guia do Estudante da editora Abril, traz a cadeira de direito em 6 colocado. E você, está preparado para assumir as rédeas do seu escritório como empreendedor?

Felipe Santana

Sócio do escritório Santana Advocacia, Consultor Associado na MAXTA, Empresário, Professor e Palestrante, Membro do International Association of Entertainment Lawyers.

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