Algumas pessoas me perguntam sobre avaliação de desempenho e qual é o melhor procedimento. Eu sempre respondo, com sinceridade: A forma mais imparcial e criteriosa o possível.

É necessário ter um referencial para medição de resultados. O ponto mais crítico da avaliação de desempenho é que, na ausência de critérios objetivos, a subjetividade dê espaço para as pessoalidades. É claro que toda avaliação feita por outra pessoa é, por sua natureza, uma análise pessoal.

Não tendo jeito de não ser pessoal, temos duas pontas críticas: A ética do avaliador e critérios objetivos de medição. Sendo certo de que a avaliação de um indivíduo nunca pode se resumir a números. Além da avaliação quantitativa, é fundamental que haja uma avaliação qualitativa.

Um problema sistêmico aqui no Brasil, são profissionais que se sentem prejudicados por avaliações parciais e tendenciosas. Numa determinada organização, iniciaram uma campanha para aperfeiçoamento dos processos internos. Um colaborador, ao sugerir ações de aperfeiçoamento, foi interpretado de maneira equivocada pelo seu superior, que tinha sido o criador do fluxo de processos vigente. A imaturidade do líder foi revelada na avaliação de desempenho, ao “pesar a caneta” e de maneira subjetiva avaliar mal o colaborador em tela.

Se o avaliador não for ético, pro melhor que seja o processo, o avaliado estará sempre em risco. E ainda, há o desafio de se investir o tempo necessário para a realização de avaliações mais honestas e fundamentadas. Muitas organizações querem um sistema de avaliação de desempenho, mas poucas querem investir o tempo necessário para fazê-la. Na maioria dos casos que tenho conhecimento, as relações humanas de trabalho são reduzidas uma análise de ROI (Return on investment).

Mas é óbvio que os colaboradores precisam gerar retorno, mas nem todo resultado é obtido de forma legítima e ética. A simples apuração do resultado não dispensa a avaliação do processo de aquisição do mesmo e manifestação do comportamento individual.

Gente avaliando gente? Tudo começa com a ética.

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Robson Vitorino é diretor executivo da Maxta, escritor e professor. Coach Profissional e Leader Coach certificado pela Academia Brasileira de Coaching. É autor dos livros “Delegação de Tarefas e Empowerment” e co-autor do livro “Reflexões de um Estrategista”. É professor de pós-graduação e MBA no IBMEC e Universidade Cândido Mendes.

 

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