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A Era do Empreendedor Jurídico 

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Em 1990, o empreendedorismo se difundia mais intensamente no Brasil, sendo o marco da consolidação do tema no ano 2000. A criação de pequenas empresas e suas altas taxas de mortalidade são um dos fatores que mais influenciaram a abordagem desse assunto. Também é destaque, nesse interim, o aumento da competitividade das grandes empresas que na expectativa de se manterem no mercado, cortam custos e consequentemente contribuem para o aumento do desemprego.

Grande parte da economia brasileira é baseada em micro e pequenas empresas, ou seja, no empreendedor que está começando o seu negócio muitas vezes sem o devido preparo e de maneira empírica, sem direção de como gerir uma empresa. Dados publicados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), ratificam a importância desses empreendedores na economia nacional, com destaque: 98% das empresas que existem no país e 21% do PIB (Produto Interno Bruno), ou seja, é evidente a necessidade desses empreendedores terem bases para que possam exercer suas atividades com mais segurança e de maneira menos empírica.

No âmbito jurídico o cenário não é diferente, o bacharel em direito é formado para interpretar e aplicar a lei e não para buscar sua independência e abrir seu próprio escritório, logo o empreendedorismo é matéria relevante para quem se vê saindo da faculdade, para aquele que atua como associado ou empregado de uma banca ou departamento jurídico e, ainda, para aquele que já tem seu negócio montado, mas por muitas vezes se vê perdido em meio aos mais de 1.006.381 (segue link: http://www.oab.org.br/institucionalconselhofederal/quadroadvogados) de advogados com inscrição ativa no Brasil.

Da mesma forma que o empreendedor encontra dificuldades para se manter no mercado, assim também se sentem os profissionais da área jurídica, onde muitos acabam aviltando seus honorários para sobreviverem nessa empreitada. No passado a advocacia era realizada diretamente com um advogado que geralmente era generalista e tratava de vários assuntos de diferentes clientes, hoje é quase que requisito escolher uma área de atuação e se especializar, nesse passo, as sociedades de advogados buscam advogados com especialidades complementares, segmentando a atuação do escritório e trazendo cada vez mais segurança jurídica para seus clientes.

Com o contorno de um país em crise, muitos advogados se veem na necessidade de caminhar sozinhos ou com algum sócio, o que de maneira empírica pode gerar um grande fracasso e agravar ainda mais a situação financeira do desempregado, negligenciar não é uma opção.

O Tema empreendedorismo é tão relevante que Jeffry A. Timmons que foi um grande professor americano, conhecido por ser um pioneiro na pesquisa e educação para empreendedorismo, faleceu em 2008, mas em 1990 já afirmava que “O empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será para o século XXI mais do que a Revolução Industrial para o século XX”.

Nos dias atuais o mercado jurídico não se mede exclusivamente pelo conhecimento jurídico acumulado. Em um mercado hipercompetitivo, é necessário ter competências que vão além, tais como: relacionamento com o cliente, liderança, marketing, entre outras competências nas quais, advogados não são formados durante a graduação. Por outro lado, chega ao mercado uma nova geração de advogados, um grupo seleto, que desde a graduação transpiram o empreendedorismo. Alguns possuem cursos de gestão e administração, outros estudaram fora do país, e este grupo vem buscando este conhecimento “fora da caixa jurídica” se tornando verdadeiros empreendedores, formando escritórios de advocacia diferenciados, formando uma visão estratégica com os mercados que pretendem atuar, empreendendo e inovando desde o desenvolvimento de soluções jurídicas até um novo tipo de relacionamento com os clientes.

 

Felipe Santana

Sócio do escritório Santana Advocacia, Consultor Associado na MAXTA, Empresário, Professor e Palestrante, Membro do International Association of Entertainment Lawyers.

 

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